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S. Quintino, catedral do MX - Crónica de Jorge Ró
Publicado em: 2017-03-06  Modalidade: Radical MX
Águeda (que á a capital do MX) foi a primeira em Portugal a realizar provas de MX nos anos 70, mas o certo é que a pista de Casais de S. Quintino merece ser denominada catedral do MX por várias razões que passarei a explicar e assentes em fundamentos lógicos como necessariamente deverá  ser.



Desde o final dos anos 70  que esta pista era obrigatória para o inicio da prática do motocross pelos pilotos, pois era aqui que no dia de Páscoa se iniciava o campeonato nacional de Júniores 125. Ou seja, todos os que se estreavam no MX tinham forçosamente que passar por esta classe e nesta pista , pelo menos durante dois anos e depois sim, passariam para a classe seguinte que poderia ser de 125 ou 250 (séniores) e mais tarde para as 500 c.c. O certo é que todo o piloto que é regular na prova em S. Quintino estará apto a rodar em qualquer pista do nosso País.
 
Nesta “catedral” na qual Jorge Ró foi missionário durante 35 anos de prática do MX, era conhecida a famosa subida após o arranque que punha á prova a destreza de muitos ao evitarem não deixarem a moto “morrer” a subir e escaparem ao molhe ficando lá alguns  por não o conseguirem e por isso teriam de descer e voltar a subir retomando assim a corrida. Era um excelente desafio aos “novatos” que ali adquiriam uma boa experiência para o MX, devido às dificuldades naturais da pista única no género, em forma de bacia com uma visão total do circuito quer para os assistentes e mecânicos, quer para os milhares de pessoas que ali se apresentavam. Era apenas esta pista existente na zona de Lisboa.
Uma outra importante característica é a sua boa acústica (tal como as catedrais propriamente ditas e conhecidas) o que permite aos mecânicos afinarem as motos de ouvido, do que em outras pistas existentes por todo o País.


 
É um facto que muitos pilotos iam lá treinar com essa intenção e um ou outro de lá perto, conhecidos do público, se foram desenvolvendo na modalidade graças a saberem “ler” a pista em alturas do ano em que para outros estaria impraticável, dado os rigorosos invernos que nas inclinações naturais as rompia com a água em abundância. Por isso não era de admirar que andassem muito bem e fossem mais rápidos. Note-se que, nomes bem conhecidos na modalidade inscreveram o seu nome no historial desta famosa pista com características pouco comuns, e estes nunca mais a esqueceram tal como o público que ao longo de quatro décadas foi guardando na memória grandes despiques nos muitos espectáculos desportivos que distinguiam este desporto tornando-o único pela sua especificidade e dureza competitiva. Bem merece portanto esta pista, o titulo de CATEDRAL do MX por tantos “missionários” ter formado para a modalidade durante décadas e ainda se manter bem activa.
Uma outra realidade foi que, nela que teve lugar a comemoração em 2016 dos 35 anos de prática do motocross de Jorge Ró como piloto que nela se iniciou em 1981, despedindo-se do Nacional mas mantendo-se nos regionais. Está assim de parabéns a organização de Casais de S. Quintino que após tantos anos mantém a tradição da realização destas provas no dia de Páscoa e a que tanto público se foi habituando e para onde se desloca nesse dia.
 
Jorge Ró
 


De trás p´rá frente
 
Na sequência da parte final da crónica acima, tenho de falar do piloto que conseguiu juntar tantos anos de prática na modalidade, sem que isso se tornasse num objectivo obsessivo mas sim natural pelo gosto que sempre nutriu pelo MX nas várias classes que disputadas. Jorge Ró nos primeiros 5 anos fazia parte dos Top Five no País ( foi Rookie of the year em 1983 nas 250), para nos seguintes – dos 6 aos 10 anos de prática fazer parte dos Top Ten. Nesta altura já estava com 35 anos de idade mas, continuou com o gosto e a teimosia que o caraterizava nas provas onde o público o via a fazer o que mais gostava : a saltar alto e comprido.
Quem não se lembra de o ver nas provas de Supercross e que se estrearam no nosso País em Benavente em 1987 ? Era do SX que mais gostava pela sua espectacularidade e ainda hoje se pudesse lá estaria. Nos anos 90 lá continuou aparecendo em Marinhais, Poutena, Glória do Ribatejo e Paço dos Negros entre outras.
Muitos outros papéis ocupou na  modalidade e a ajudou a desenvolver para, pelos vistos continuar a fazê-lo por muitos anos. 





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