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Crónica de um “anormal” - Crónica de Jorge Ró
Publicado em: 2015-10-28  Modalidade: Radical MX
Desta vez, esta crónica em jeito de auto-retrato escrito, serve como desabafo àquilo que eu sinto e que me caracteriza como pessoa desde que me conheço, e que tem como sentido dar a conhecer-me melhor aos outros, que periodicamente leem as minhas crónicas anormalmente incisivas nos temas que abordo e que é o resultado do que me está gravado nos genes desde criança. Daí o titulo desta crónica. Com 5 anos fugia da Ameixoeira no Lumiar em Lisboa para ir andar de bicicleta de aluguer no Campo Grande e com 8 anos fugia à noite pela janela do quarto de casa dos meus avós em Abrã para ir ver televisão pelas frestas numa porta de um café por não me deixarem entrar pois era criança. Hoje, “fujo” de minha casa para terminar uma licenciatura que foi sendo adiada ao longo dos anos.
 
Mas, entre estes dois períodos referidos, muito mais há e que fazem de mim um autêntico “anormal” – no real sentido da palavra – levando-me a pensar que, provavelmente ou estarei no País errado ou então, no ano errado. Isto, pela forma como penso e daí a iniciativas que daí têm resultado ao longo da minha vida, muitas delas do conhecimento de muita gente, quer na parte comercial quer desportivamente. Sempre gostei de experiências novas e do saber através do estudo. Aos 12 anos comecei a trabalhar em Lisboa, tendo de lá “fugido” aos 14 para Santarém onde comecei a estudar de noite e a trabalhar de dia. Aos 22 anos recuperei a minha secção na firma onde trabalhava aumentando significativamente os lucros, resolvi tornar-me  empresário aos 23 anos no mesmo ramo de actividade e aos 25  iniciei-me no motocross na classe de Júniores. Aos 27 a minha estreia de organizador provas e aos 30 como promotor do 1º regional de 50 c.c. tendo também, como empresário criado o 1º supermercado de peças acessórios e vestuário para condução de motos.
 
Depois disto, muita coisa se seguiu na linha da anormalidade que aqui refiro. Fui o primeiro piloto de MX a ser suspenso da prática em 1989 por ter discordado de uma opinião do então Presidente da federação, numa prova em Rio Maior. Assim estive mais de um ano. Era representante dos pilotos MX desde 1988 e que mantive até final de 1999. Em 1998 iniciei uma coluna de opinião na revista Motojornal mas que durou apenas 6 meses, tendo-me sido vedada a publicação da 7ª e 8ª coluna onde indicava o caminho a seguir pela actual federação. Em 2000 iniciei o 1º Troféu privado de motocross em Portugal como resultado das más politicas desportivas seguidas por esse órgão oficial. Consegui ter o dobro dos praticantes na 1ª prova do que o nacional de então. Em 2006 comemorei os 50 anos de idade e 25 de MX dando uma entrevista de 5 páginas à revista Motojornal. Em 2011 fiz 55 anos de idade e 30 de MX com a despedida do SX em Paço dos Negros e muito apoio do público. Em 2016 farei a despedida do MX – no limite da idade no regulamento – com 35 anos de prática e 60 de idade. Isto é normal ? E como não bastando, ainda gostaria de ir representar Portugal numa prova de Campeonato de Veteranos para os mais de 60 anos.
 


Para juntar à definição de “anormal”, tenho de enunciar entre outras, o de não ser o tradicional cidadão que fuma, vê futebol, come tremoços, bebe cerveja e se perde em noitadas, acrescentando outros “vícios habituais” de que muitos portugueses se prezam de praticar. No decorrer de todos estes anos e até hoje, sempre que pude e que a vida mo permitiu a vontade de continuar com os estudos prevaleceu em relação às tentações enunciadas. A prática desportiva complementava esta minha vontade de ser o que era e por isso mesmo, diferente do que estava socialmente estatuído fazendo o que realmente gostava, e assim continuei até hoje felizmente. Trabalho, estudo e desporto é um trio de actividades que nos dá anos de vida a quem tudo isto faz com prazer. E como é hábito dizer-se : quem trabalha com gosto não se cansa. Depois de ver pilotos a praticarem Free Style ou outros a competirem em grupos de dois, “picados” nas novas provas livres da Red Bull, fico com vontade de tentar fazer o mesmo pelo prazer que isso deve dar, eu pergunto : isto é normal ? Pelo menos para esta idade, e neste nosso País não é com certeza. Além disso tenho uma perna torta como resultado de tantos anos de competição, à espera da melhor altura para a colocar normal e não dar tanto nas vistas com esta anomalia. Isto também é normal ?
 
Agora, com a recém formada Academia de Motocross, com vista a ensinar a técnica de condução e preparação física aos vários pilotos candidatos, e com a licenciatura a terminar, terei muitas e fortes razões para trabalhar até aos 100 anos de idade. Isto é normal ? Actualmente, parece-me que não. Mas a vontade existe e está bem registada nos genes que herdei da minha avó que quase a fazer 101 anos, e logo após adormecer resolveu ir-se embora desta vida. Afinal, eu sou mesmo seu neto.
 
Curiosidades : Sabia que, em 1 ano e 7 meses escrevi 29 crónicas (além das dos anos anteriores) que tiveram cerca de 15.000 leituras nos vários assuntos que elas abordavam. A minha responsabilidade daí avinda , cada vez é maior. Daí o agradecimento a todos os que se tornaram habituais pesquisadores destas crónicas que atraem pelos assuntos nelas tratados.
 
Jorge Ró
 



De trás p´rá frente
 
Continuo fazendo jus às mulheres que dão o seu enorme e valioso contributo ao motocross com o seu apoio aos filhos, maridos ou netos, nas provas para onde se deslocam. Deve ser enaltecida toda essa dedicação que pode ser de muitos ou poucos anos mas, deixam sempre marcas positivas aos pilotos seus familiares e claro, a todo a “família” do MX. Desta vez serão duas mulheres, uma delas mãe e outra avó de um piloto que todos conhecem : Hugo Santos.
A “Fátinha” dificilmente se esquecerá naquela figura com “genica” sempre eufórica a apoiar o filho desde as classes mais pequenas, típica de todas as mães mas, com uma forte característica de mulher do Norte. A acompanhá-la, vinha por vezes também a sua mãe, e avó do Hugo que ajudava no apoio alimentar do neto em provas. Esta, faleceu recentemente mas, como tributo merecido aqui fica a foto das três gerações desta família. São elas a razão de todos cá andarmos neste nosso Mundo. Afinal, orgulhosamente, sou mesmo seu neto.



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