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Que futuro para o SX em Portugal? - Crónica de Jorge Ró
Publicado em: 2015-09-23  Modalidade: Radical MX
Na anterior crónica abordava os problemas do Supercross actual no nosso País pelo que, terminado que está o curto e rápido campeonato de 2015, é altura, no rescaldo do mesmo e na linha do já por mim escrito anteriormente, vir apontar algumas directrizes mais de acordo com os tempos que correm. É preciso não esquecer que, realmente o Mundo mudou, e as estratégias terão de ser outras.
Desde há 3 anos que este campeonato é conseguido “a ferros”, ou seja com alguma dificuldade em arranjar organizações que garantam um mínimo de provas para poderem contar como campeonato.
E para o ano, como será ? Se reparar-mos bem, temos um SX com forte incidência no Norte, quando há algum tempo se dividia por todo o continente com fortes raízes no centro do nosso País.
 
O que se passou então ? As organizações que com tanto empenho realizaram o SX durante vários anos, viram os custos aumentar e o público a diminuir (pelas inerentes dificuldades económicas que todos sentimos), e as soluções continuam a tardar o que leva a esta inconveniente situação de arranjar organizações para as provas em sistema de “saca-rolhas”, que é o mesmo que dizer, pedir-lhes para realizarem uma ou duas provas. Isso é de louvar mas, nada garante que assim continue por muito tempo e seja sempre “de coração na mão” que se marca um mínimo de provas de SX.
 
O que fazer ? Já tinha dado algumas dicas sobre o caminho a seguir e que seriam uma boa solução para este sério problema a curto prazo. Isso, pela responsabilidade que me cabe pelos muitos anos dedicados à modalidade nas várias facetas que até agora ocupei nestes 34 anos de competição e também por estar sempre muito atento, quer às nossas reais necessidades internas, quer ao que de novo se faz “lá fora”, reforçados pelo papel de promotor tendo lançado os regionais em Portugal no longínquo ano de 1983. Sinto assim, a responsabilidade de tecer as considerações achadas como necessárias para indicar possíveis e convenientes caminhos.
 


Um deles é, consolidar aquilo que se iniciou no ano 2001 com a uniformização das pistas de SX – as mesmas distâncias em todos os duplos, triplos ou whoopies – e com isso uma melhor garantia de segurança que originou uma maior confiança nos pilotos, chegando às quatro dezenas nessas provas. Durante 3 anos nasceram pistas novas e converteram-se as existentes dentro desses moldes para as 6 ou 8 provas de SX. Eram pistas espectaculares, seguras e fiáveis para o nível dos pilotos dessa época. Nesses anos, o Paulo Rodrigues conhecido como Ró Júnior foi o autor dessa mudança, tendo sido solicitado pelas organizações para efectuar esse trabalho dado o seu conhecimento técnico do que se fazia nos States e Europa, aplicando milimetricamente as medidas de uma pista para a outra e convidando os pilotos para as ensaiarem após a construção ou emendas efectuadas. Desenvolveu-se assim, uma fórmula adequada à nossa realidade mas, mesmo assim teve algumas dificuldades com a falta de colaboração de outras organizações então existentes. O certo é que a maioria das pistas do SX foram sujeitas a esse seu trabalho meticuloso com grande base tecnicista.
 
Actualmente, os nossos pilotos são confrontados com o facto de terem acabado de sair do MX e uma semana depois estão a praticar o SX sem qualquer treino em pistas próprias, revelando-se assim verdadeiros super-homens estando assim habilitados a várias lesões desnecessárias e evitáveis. Se as pistas de SX voltassem a estar homogeneizadas atraiam-se seguramente, dessa forma mais pilotos para esta modalidade. Faço uma comparação ao Circo, dando como exemplo o homem das facas, que de olhos vendados as projecta para uma placa de madeira onde está uma pessoa encostada, conseguindo que lá fiquem espetadas sem a atingir. Isto porque, é sempre a mesma distância e o treino repete-se constantemente, facilitando o seu trabalho sem riscos para o alvo humano.
 
A nossa realidade é a de que, os pilotos só quando acabam as provas é que estão preparados para as iniciar mas, lá seguem para outras pistas diferentes e como tal a arriscarem a sua segurança.
Daí o desinteresse de alguns jovens rápidos e talentosos de MX2, não se sentirem atraídos pelo SX, o que não acontecia até há pouco tempo. Não é isso que a modalidade merece, hoje e sempre.
Urge então, arranjar novas fórmulas deste espectáculo tornando-o mais seguro e assim, apetecível para os pilotos e necessariamente económico para as organizações que “encostaram” e não realizam provas desde há algum tempo. Algumas soluções para alterar estas dificuldades e já colocadas na anterior crónica devem ser discutidas no local próprio a todo o tempo.
 
Jorge Ró
 



De trás p´rá frente

Desta vez tenho de falar numa pessoa que pela singularidade da sua actuação, ocupou vários papéis na competição durante cerca de três décadas. Ela foi assistente de piloto, mecânica, preparadora, conselheira técnica, vendedora nas provas de material da marca que representava, e ainda outros papéis que não são comuns a todas as mulheres que acompanham pilotos (maridos e filhos) durante vários anos, nesta dura modalidade mas, apaixonante pelo convívio e relações humanas no decorrer das provas. Esta senhora chama-se Alda Cação, sendo de Coimbra, esposa do piloto veterano, Eugénio Cação e mãe do também piloto Nuno Cação.
Quer no inicio dos anos 80 no motocross, quer mais tarde no Enduro com o marido e novamente no MX (nos anos 90) com o seu filho, ela foi deixando a sua “marca” em todos aqueles que com esta família privaram. Há que fazer justiça a todo o seu trabalho desenvolvido em todos estes anos que por lá andou e ainda onde vai aparecendo esporadicamente.



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