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A “Califórnia” do MX em Portugal - Crónica de Jorge Ró
Publicado em: 2015-02-18  Modalidade: Radical MX
Já tenho referido em algumas das minhas crónicas, que a zona Centro do País entre Leiria e Setúbal seria a nossa “Califórnia” do motocross mas, uma pessoa que está ligada à modalidade há muitos anos  e do que tem visto no decorrer do tempo, me explicou que esta minha visão não estará de todo correcta. E explicava-me assim que, não vivendo nesta zona, a atribuição desse nome assenta na perfeição a toda a região do Ribatejo. Eu analisei mais detalhadamente, assente nas várias características que ele enunciou, desde a existência de variadíssimas pistas, passando pela componente  meteorológica que está a maior parte das vezes tempo razoável ou bom tempo e que por isso permite mais facilmente praticar o MX em qualquer altura do ano. Eu tive de concordar então que assim é. Mais me dizia que, também o público é mais aficionado dado o facto o Ribatejo ter fornecido desde sempre campeões nesta modalidade. Eu sabendo disso mesmo, concordei uma vez mais.


 
Sendo eu do Ribatejo, não queria “puxar a brasa à minha sardinha” porque também não tinha ainda feito uma ponderação sobre tantas características abonatórias. Sendo ele de fora desta zona   e acompanhando ele o MX há 25 anos terá por isso uma visão mais alargada desta região do que eu cá “dentro”, e daí a ficar definido de uma vez por todas que afinal, sempre temos uma zona do nosso País que se pode assemelhar, em termos de pujança  e prática do motocross, à Califórnia nos USA. Claro que, muitos ribatejanos irão ficar satisfeitos com esta constatação pois nunca foi feita uma análise tão alargada que permitisse esta conclusão, bem merecida.
Por forma a confirmar tudo isto o facto é que, é no Ribatejo que neste momento mais provas de MX regional se realizam e por acréscimo mais pilotos e pistas tem, em tão pouco espaço geográfico, comparativamente às restantes zonas do nosso País. Não esquecendo que, já no passado recente que era a zona com mais provas do nacional da modalidade. Também é o local escolhido por muitos dos pilotos de outras regiões para virem treinar em qualquer altura do ano, sejam do MX, Enduro ou TT.
 
Estas e mais algumas fortes razões, foram a forte razão para o aparecimento do primeiro regional de 50 c.c. em 1985, e em 2000 o arranque do “Troféu Rómoto” sendo que, mais recentemente se acrescentaram mais dois regionais bem conhecidos e agora também já federados. Nunca existiram tantas motos (claro que mais usadas que novas mas, não sendo nada desprestigiante esse facto, antes pelo contrário), mostram que é assim que se pode começar na modalidade de eleição dos respectivos pilotos que as conduzem. A modalidade tem finalmente o que sempre mereceu, fruto do trabalho de muita gente, sejam elas dos clubes, sejam de familiares de pilotos, sejam de colectividades desportivas por exemplo,  tendo vindo ao longo dos anos passando o “testemunho” a outros que, quer com o seu exemplo quer com os seus conselhos, os prosseguiram no caminho que elas abriram para que hoje fosse possível este visível crescimento da modalidade, pelo menos ao nível regional e por reflexo no nacional.
 
Assim, enquanto eu escrever estas ou outras crónicas possíveis ao longo dos anos, quero continuar a indicar a muita gente o potencial desta espectacular modalidade graças às várias facetas que ocupo nela e me permitem uma visão mais alargada, para poder com solidez emitir opiniões válidas e consistentes. Fica hoje e aqui, esta a ideia de que o Ribatejo é de facto a “Califórnia” do MX em Portugal. É uma comparação merecida, tal como por exemplo, existem algumas das nossas terras que são gémeas com outras noutros Países e assim se definem com os acordos culturais estabelecidas entre ambas.
Ao longo destas crónicas irei com certeza falar em muita gente que esteve na origem desta realidade que, com mais ou menos sofrimento mas com muito empenho, proporcionou chegar a esta conclusão lógica da semelhança do nosso Ribatejo com a Califórnia nos USA, isto claro, dentro da nossa pequenez enquanto País à beira mar plantado.
 


30 José Coutinho, 32 Rodrigo Ribeiro
1981 Taça das Nações - Italia
Foto: amotorascheiasdechao.blogspot.pt

De trás p´rá frente
 
Desta vez tenho de falar numa figura que ficou conhecida no MX da década de 80 e que se destacava pela forma “poderosa” de conduzir nas provas, devido á sua estatura –alto e vigoroso – de seu nome, Rodrigo Ribeiro. Quem não se lembra dos despiques “brutais” em prova com o campeão em titulo Fernando Neves nas 250 c.c. ? Era a delicia para a visão do público nas várias voltas em que isso acontecia pois o Rodrigo era um homem “rijo” pelo facto de trabalhar nas máquinas pesadas na empresa da sua família e era aquele típico “homem do Norte” que se demarcava dos outros quer pela sua altura, quer pela sua força, ficando conhecido com a alcunha de “arranca pinheiros”.
Apresentava-se nas provas com o seu irmão – que participou também em algumas delas - sendo que, ambos se destacavam pelas suas figuras, pois eram parecidos fisicamente não sendo fácil esquecer-se por quem acompanhou a modalidade nessa época, muito cheia de espectáculo desportivo a todos os níveis. Os irmãos Ribeiro ficam para sempre como figuras destacadas do MX nacional.

Jorge Ró


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